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ABS
Institucional05/11/2026

Placa Solar: Transição Energética Justa e o Prognóstico para os Próximos Anos

A energia solar no telhado vai continuar crescendo, puxada por uma conta de luz que não para de subir. Na Bahia, já são mais de 312 mil sistemas, presentes em todos os 417 municípios.

O recado das urnas é claro: Lula e Jerônimo Rodrigues seguem no comando do país e da Bahia, mas o novo Congresso terá o PL como maior bancada e o centro como fiel da balança. Para quem gera a própria energia, isso significa continuidade nas políticas de governo e negociação voto a voto em qualquer mudança de lei. Gerar energia em casa não é bandeira de esquerda nem de direita: é pauta do consumidor, do comerciante e do produtor rural. A energia solar no telhado vai continuar crescendo, puxada por uma conta de luz que não para de subir. Na Bahia, já são mais de 312 mil sistemas, presentes em todos os 417 municípios. Mas instalar ficou mais caro: o governo elevou impostos sobre painéis e equipamentos importados para proteger uma indústria nacional que ainda não dá conta da demanda. Defendemos a indústria brasileira, mas com crédito e escala, não com imposto pago pelo pequeno consumidor. Também é preciso segurança jurídica. Quem investiu confiando nas regras precisa vê-las respeitadas, e a regulamentação da reforma do setor elétrico será disputada no novo Congresso. Direito adquirido não se negocia. A próxima fronteira são as baterias. O governo fará em dezembro os primeiros leilões de armazenamento do país, e Camaçari já recebe uma fábrica do setor. Falta levar a bateria à casa, ao comércio e à roça. A Coalizão Movimento Solar Livre, que reúne 25 associações estaduais, entre elas a ABS, entregou ao vice-presidente Geraldo Alckmin uma proposta simples, sem lei nova e sem custo fiscal: regras claras da Aneel, crédito do BNDES e ação coordenada entre os ministérios. Enquanto isso, o baiano deve se preparar para contas ainda pressionadas em 2027, com encargos crescendo mais no Norte e no Nordeste. Os leilões de transmissão trazem investimentos à Bahia, mas falta o mesmo vigor na rede de distribuição, que ainda nega conexões a quem quer gerar no interior. O Brasil é visto como líder da transição energética. Essa liderança só será coerente se chegar ao pequeno consumidor, ao pequeno empresário e ao pequeno produtor rural. Na Bahia, ainda há famílias sem acesso à rede, e o sol com baterias pode chegar mais rápido que o poste. O compromisso da ABS é garantir o direito de cada pessoa gerar a própria energia e preservar um setor que emprega mais de 25 mil baianos. Estaremos à mesa, com dados e propostas, e mobilizados ao lado da sociedade sempre que preciso. A placa solar no telhadinho precisa estar no centro do debate energético do Brasil. Marcos Rêgo é Presidente da ABS – Associação Baiana de Energia Solar (abahiasolar.org.br), empresário, palestrante, Ativista em favor de uma Transição Energética justa e no combate às mudanças climáticas, além de ser Liderança Nacional do setor de Energia Solar no Brasil. ![](https://wilgbtwfmmfdrojdvoqk.supabase.co/storage/v1/object/public/news-images/04e4102c-caff-43d1-88d5-8550b8417851.jpeg)

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